segunda-feira, 10 de agosto de 2009




a imagem a cima tem como em si o significado: todo bem tem um pouco de mal, e todo mal tem um pouco de bem.



No texto de Machado de Assis, "A igreja do diabo" abrange em seu conteúdo essa hipótese.

Para mim isso é apenas ilusão as se o bem estivesse um pouco de mal e o mau um pouco de bem então nao existiria mau e bem, mais sim a mistura dos dois.
Minha religião me ensinou de Deus é bom, que nela nao a mau algum,quando as pessoas sofrem é por que elas colhem o sofrimento, ou seja, ele faz justiça.

Mais esse é o meu modo de pensa. Nao ligo pra o que os outros pensam, ou melhor quero sempre ouvi-lo para que assim um dia eu possa ter uma conclusão concreta sobre isso!

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Saudosa Maloca (Elis Regina)

Saudosa Maloca



Se o senhor num tá lembrado
Alicença de contá
Ali onde agora está esse adifí cio arto
Era uma casa véia, um palacete assobradado
Foi ali, seu moço
Que eu, mato Grosso e o Joca
Cunstruí mo nossa maloca
Mais um dia, nóis nem pode se alembrá
Veio os home c'as ferramenta, o dono mando dirrubá
Peguemo tudas nossas coisa
E fumo pro meio da rua
Perciá a demolição
Que tristeza que nóis sentia
Cada táuba que caí a, doí a no coração
Matogrosso quis gritá, mas em cima eu falei
"Os home tá com a razão, nóis arranja outro lugá"
Só se conformemo quando o Joca falô´
"Deus dá o frio conforme o cobertô"
E hoje nóis pega as paia
Nas grama dos jardim
E pra esquecê nóis cantemo assim:
Saudosa maloca, maloca querida
Qui dim donde nóis passemo
Dias filiz da nossa vida




Elis Regina

terça-feira, 7 de julho de 2009

A onda, Manuel Bandeira

A onda

a onda anda
aonde anda
a onda?
a onda ainda
ainda onda
ainda anda
aonde?
aonde?
a onda a onda

Manuel Bandeira

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Fabula!

O Rei dos Animais

Millôr Fernandes

Saiu o leão a fazer sua pesquisa estatística, para verificar se ainda era o Rei das Selvas. Os tempos tinham mudado muito, as condições do progresso alterado a psicologia e os métodos de combate das feras, as relações de respeito entre os animais já não eram as mesmas, de modo que seria bom indagar. Não que restasse ao Leão qualquer dúvida quanto à sua realeza. Mas assegurar-se é uma das constantes do espírito humano, e, por extensão, do espírito animal. Ouvir da boca dos outros a consagração do nosso valor, saber o sabido, quando ele nos é favorável, eis um prazer dos deuses. Assim o Leão encontrou o Macaco e perguntou: "Hei, você aí, macaco - quem é o rei dos animais?" O Macaco, surpreendido pelo rugir indagatório, deu um salto de pavor e, quando respondeu, já estava no mais alto galho da mais alta árvore da floresta: "Claro que é você, Leão, claro que é você!". Satisfeito, o Leão continuou pela floresta e perguntou ao papagaio: "Currupaco, papagaio. Quem é, segundo seu conceito, o Senhor da Floresta, não é o Leão?" E como aos papagaios não é dado o dom de improvisar, mas apenas o de repetir, lá repetiu o papagaio: "Currupaco... não é o Leão? Não é o Leão? Currupaco, não é o Leão?". Cheio de si, prosseguiu o Leão pela floresta em busca de novas afirmações de sua personalidade. Encontrou a coruja e perguntou: "Coruja, não sou eu o maioral da mata?" "Sim, és tu", disse a coruja. Mas disse de sábia, não de crente. E lá se foi o Leão, mais firme no passo, mais alto de cabeça. Encontrou o tigre. "Tigre, - disse em voz de estentor -eu sou o rei da floresta. Certo?" O tigre rugiu, hesitou, tentou não responder, mas sentiu o barulho do olhar do Leão fixo em si, e disse, rugindo contrafeito: "Sim". E rugiu ainda mais mal humorado e já arrependido, quando o leão se afastou. Três quilômetros adiante, numa grande clareira, o Leão encontrou o elefante. Perguntou: "Elefante, quem manda na floresta, quem é Rei, Imperador, Presidente da República, dono e senhor de árvores e de seres, dentro da mata?" O elefante pegou-o pela tromba, deu três voltas com ele pelo ar, atirou-o contra o tronco de uma árvore e desapareceu floresta adentro. O Leão caiu no chão, tonto e ensangüentado, levantou-se lambendo uma das patas, e murmurou: "Que diabo, só porque não sabia a resposta não era preciso ficar tão zangado".

M O R A L: CADA UM TIRA DOS ACONTECIMENTOS A CONCLUSÃO QUE BEM ENTENDE.

Piada.

Trabalho de casa

Joãozinho estava na sala fazendo seu trabalho de casa e virou-se para seu pai e perguntou:

-Pai, o que é povo?

-Povo, meu filho,é nossa empregada Maria,trabalha muito,ganha mal,tem pouco estudo e mora em comunidade e as vezes tem que fazer serão pra ajudar no orçamento.

-Pai, o que é governo?

-Governo é sua mãe, que manda em mim manda em você, na empregada e fica com todo meu dinheiro.Pai, o que é poder econômico?

-Sou eu meu filho,que trago o dinheiro pra esta familia, depende de mim o nosso conforto e bem estar

.-Pai o que é o futuro ?

-Futuro, é você meu filho, que estuda para ser um grande homem amanhã.De madrugada da uma dor de barriga no Joãozinho ele corre pro banheiro e lá pega seu pai comendo a empregada, não aguenta e se caga todo.

-Entendi tudo Pai, enquanto o governo dorme, o poder econômico fode o povo, e o futuro que se foda.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

poesia negra!!!

Roteiro dos Tantãs

Treze de Maio
Treze de maio traição,
Liberdade sem asas
E fome sem pão
Liberdade de asas quebradas
Como
Este verso.
Liberdade asa sem corpo:
Sufoca no ar,
Se afoga no mar.
Treze de maio– já dia 14
O Y da encruzilhada:
Seguir
Banzar
Voltar?
Treze de maio – já dia 14
A resposta gritante:
Pedir
Servir
Calar.
Os brancos não fizeram mais
Que meia obrigação
O que fomos de adubo
O que fomos de sola
O que fomos de burros cargueiros
O que fomos de resto
O que fomos de pasto
Senzala porão e chiqueiro
Nem com pergaminho
Nem pena de ninho
Nem cofre de ouro
Nem com lei de ouro
O que fomos de seiva
De baseDe Atlas
O que fomos de vida
E luz
Chama negra em treva branca
Quem sabe só com isto:
Que o que temos nós lutamos
Para sobreviver
E também somos esta pátria
Em nós ela está plantada
Nela crispamos raízes
De enxerto mas sentimos
E mutuamente arraigamos
Quem sabe só com isto:
Que ela é nossa também,
sem favor,
e sem pedir respiramos seu ar
A largos narizes livres
Bebemos à vontade de suas fontes
A grossas beiçadas fartas
Tapamos-destapamos horizontes
Com a persiana graúda das pálpebras
Escutamos seu baita coração
Com nosso ouvido musical
E com nossa mão gigante
Batucamos no seu mapa
Quem sabe nem com isso
E então vamos rasgar
A máscara do treze
Para arrancar a dívida real
Com nossas próprias mãos.

Oliveira Silveira

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Jurandir Freire Costa ("Dias de sombra, dias de luz").

       A morte é a salvação?   

Quanto vale a vida?

Quanto vale o amor?

Quanto vale o ódio e o rancor?

A vida? -Vale nada, sem amor;

E quanto vale o amor? -Não tem preço (amor>+10³²¹...)

Já o ódio e o rancor valem uma vida sem amor,

 Ela é cheia de triste e traz a morte sem pudor;

Se a paz é só após a morte? 

A vida não valerá nada,

E com isso o ódio aparecerá;

E a morte virá me buscar;

Mais quem sabe assim a paz existirá e logo voltaremos amar?

 

 

Dias de sombra dias de luz me faz pensar o valor da vida, percebo que ela não vale nada se não estiver amor, que esse amor não estava presente no adolescente citado no texto, esse amor é família, educação, solidariedade e etc. O que passou pela cabeça dele quando ele matou João Hélio? O levou esse adolescente a matá-lo realmente? Quais são os verdadeiros culpados nessa historia? É o garoto ou o governo brasileiro que não investe na qualidade de vida dessas pessoas, que as deixa marginalizadas e excluídas da suposta sociedade.

E preciso agir, “colocar a boca no trombone” e reivindicar os direitos das pessoas da nossa nação, tirar os políticos que praticam a politicagem e reeducar nossos irmãos, para um dia vivemos em comunhão.

 

*Kmkampos.